domingo, 16 de julho de 2017

Gisele Bündchen e a floresta amazônica

Recentemente (junho 2017) Gisele Bündchen protagonizou um episódio bem interessante nas redes sociais, enviando através do Tweeter uma mensagem ao presidente pedindo proteção à Mãe Terra. Sua voz ecoou e contribuiu para o veto à redução de áreas protegidas. Mas durou pouco nossa alegria...



Gisele Bündchen CHORA ao ver Amazônia 

destruída pela pecuária


Publicado em 18 de nov de 2016

Gisele Bündchen CHORA ao ver desmatamento da Amazônia por hambúrgueres.

A modelo brasileira ficou chocada ao descobrir que a floresta amazônica está sendo destruída para produção de gado. O episódio ocorreu durante a gravação da série Years Of Living Dangerously, produzida pelo National Geographic Channel.

Paulo Adario, da ONG Greenpeace Brasil, explicou que "nós já perdemos 20% da floresta amazônica".

Após apelos da WWF e até de Gisele Bünchen, Temer veta redução de reserva na Amazônia

Presidente vetou projeto que reduzia área da Floresta Nacional de Jamanxim no Pará.

Pauta havia sido aprovada pelo Congresso por pressão dos ruralistas


Em busca de pautas positivas, Michel Temer atendeu a um apelo de sua área ambiental e vetou integralmente a proposta, aprovada no final de maio no Senado, que reduzia uma importante área de preservação ambiental na Amazônia: a Floresta Nacional do Jamanxim, em Novo Progresso (Pará). O projeto retirava 480.000 hectares dos 1,3 milhão da unidade, abrindo a possibilidade na região para um aumento do desmatamento equivalente à área de duas cidades de São Paulo. Nas últimas semanas, a pressão de ambientalistas para que o presidente vetasse o projeto aumentaram, incluindo apelos públicos da supermodelo Gisele Bundchen.
O projeto aprovado no Congresso era uma versão modificada de uma Medida Provisória enviada pelo próprio Governo federal. Originalmente, o projeto pretendia transformar uma área de 304.000 hectares de Floresta Nacional (Flona), onde a ocupação privada é proibida, em APA, onde ela é permitida obedecendo regras ambientais. Com isso, a área ambiental do Governo pretendia tentar solucionar um conflito fundiário na região, permitindo a regularização de propriedades que já estavam dentro da floresta antes mesmo de a área de preservação ser criada, há 11 anos. A regularização possibilitaria que se fizessem exigências ambientais aos proprietários. Para compensar o rebaixamento, o Governo propunha que 437.000 hectares dos 1,3 milhão da floresta nacional fossem incorporados ao Parque Nacional do Rio Novo, uma área de proteção integral, ou seja, de conservação ainda mais rígida que as Florestas Nacionais. 
Mas, no Congresso, onde os ruralistas têm muita força, a proposta sofreu modificações que trariam mais prejuízos à Amazônia. O relatório do deputado federal José Priante (PMDB/PA) desconsiderava a possibilidade de transformar parte da área em parque e aumentava em 176.000 hectares a área destinada à APA, que permite ocupação. Esta área, entretanto, correspondia a uma quantidade maior do que a necessária para regularizar as propriedades já existentes lá, segundo cálculos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). Por isso, havia o temor de que a brecha abriria a possibilidade para que mais pessoas ocupassem a área de floresta, numa região que sofre muita pressão de latifundiários que criam gado e de madeireiros. A região onde está localizada a Jamanxim concentra as 12 unidades de conservação federal com maior quantidade de desmatamento ilegal do país, segundo o ICMbio.
Após a aprovação no Senado, a ONG WWF iniciou uma campanha pedindo para que o presidente vetasse as modificações. Gisele Bündchen também participou, pedindo diretamente para Temer, em seu Twitter, para que ele não sancionasse a medida. Nesta segunda, em uma mensagem ao Senado, ele comunicou que vetava as mudanças, após uma manifestação do Ministério do Meio Ambiente, que afirmava que “as modificações alteram substancialmente o regime de proteção das unidades de conservação, com potencial de comprometer e fragilizar a preservação ambiental em uma região sensível". Bündchen e a WWF foram os primeiros a serem avisados.
fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/19/politica/1497896865_901982.html


Amazônia: Temer diz a Gisele Bündchen que vetou reduzir áreas
de preservação


Presidente informou à top model, no Twitter, que vetou 'integralmente' trechos
que diminuíam área preservada da Amazônia. Segundo especialistas, legislação
poderia favorecer ocupações ilegais.

O presidente Michel Temeranunciou nesta segunda-feira (19) no Twitter, em resposta à top model Gisele Bündchen e à ONG WWF, que vetou "integralmente" trechos de duas medidas provisórias aprovadas no mês passado pelo Congresso Nacional que poderiam diminuir a área preservada na Amazônia.

Após o relato do peemedebista na rede social, a assessoria do Palácio do Planalto confirmou os vetos nas MPs 756 e 758.

Temer tinha até esta segunda-feira para sancionar ou vetar as duas MPs. Segundo especialistas, a eventual sanção dos textos poderia favorecer ocupações ilegais de terras e beneficiar desmatadores da Amazônia.

Modelo mais famosa do planeta, Gisele Bündchen publicou nesta manhã, em sua conta pessoal no Twitter, mensagens em português e em inglês pedindo que o presidente da República vetasse os projetos polêmicos.

Na rede social, a top model afirmou, citando Temer, que "é nosso trabalho proteger nossa Mãe Terra". "@MichelTemer, diga NÃO para reduzir a proteção na Amazônia!", escreveu Gisele.

Em resposta à mensagem da modelo, Temer anunciou no Twitter que havia vetado integralmente os trechos da MP que reduziam a área protegida de uma reserva paraense. "@giseleofficial e @WWF, vetei hoje integralmente todos os itens das MPs que diminuíam a área preservada da Amazônia", informou o presidente na rede social.


MP 756


Pivô das queixas dos ambientalistas, a MP 756 foi vetada integralmente por Temer. A redação original da medida provisória enviada pelo governo ao Congresso ampliava os limites do Parque Nacional do Rio Novo, no Pará, diminuía uma parte da Floresta Nacional do Jamanxim, também no estado, e, como forma de compensação, criava a Área de Proteção Ambiental (APA) Jamanxim. Ao todo, a área preservada, pelo texto original, seria ampliada em 667 mil hectares.

Situado a 1,6 mil quilômetros de Belém – no sudoeste do Pará –, a Floresta Nacional do Jamanxim é um santuário de 1,3 milhão de hectares onde vivem espécies nativas da Amazônia.

A reserva, que tem regras de proteção rigorosas, foi demarcada, em 2006, por meio de um decreto assinado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em Jamanxim, são permitidas apenas atividades de pesquisa e exploração sustentável, como as praticadas por comunidades tradicionais de ribeirinhos e extrativistas. Por isso, 88% da floresta estão preservados.

No entanto, durante a tramitação do texto na comissão mista da Câmara e do Senado, a medida provisória foi alterada.

Os congressistas transformaram uma área de 486 mil hectares, que correspondem a 37% da floresta, em uma área de proteção ambiental.

As Apas têm regras de exploração menos rígidas, podendo ter suas terras ocupadas e exploradas, enquanto as florestas nacionais só podem ser habitadas por famílias que viviam na região antes da criação da unidade, usadas de forma sustentável e para fins científicos.

A alteração da categoria de preservação gerou duras críticas por parte de ambientalistas e do Ministério do Meio Ambiente.

Além de alterar a categoria de preservação da reserva paraense, os parlamentares também incluíram no texto da MP uma alteração no Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina.

O relator do projeto acatou emenda do senador Dalírio Beber (PSDB-SC) para excluir áreas do Parque Nacional de São Joaquim e mudar seu nome para Parque Nacional da Serra Catarinense.


MP 758

Inicialmente, a MP 758 alterava outro trecho da Floresta Nacional do Jamanxim para criar o Parque Nacional do Rio Branco no município de Trairão (PA). Michel Temer vetou parcialmente a proposta aprovada pelo Legislativo.

O presidente vetou a parte que tratava da alteração do parque em área de preservação ambiental.

Ao justificar o veto parcial, o governo argumentou que a modificação proposta alteraria substancialmente o regime de proteção de área do parque nacional, alcançando mais de 100 mil hectares.

Na avaliação do governo, essa mudança teria potencial de comprometer e fragilizar a preservação ambiental em uma região sensível da Amazônia.


Críticas de ambientalistas



Ambientalistas advertiam, antes do veto das MPs, que a legislação aprovada pelo Congresso Nacional poderia abrir caminho para a legalização de áreas invadidas por grileiros.

O Ministério do Meio Ambiente também se manifestou contra as mudanças feitas pelos congressistas na redação das duas medidas provisórias. A pasta recomendou que o presidente vetasse as duas propostas alegando que a versão final dos textos não estava de acordo com estudos ambientais e de ocupação.

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) analisou a área onde a nova Apa iria ser criada e descobriu que, nessa área, existem 334 ocupações embargadas pelo Ibama por desmatamento ilegal, totalizando 71 mil hectares de terras invadidas.

“É como se passasse uma mensagem de que o crime ambiental compensa, e uma aprovação da medida provisória nesse sentido seria extremamente negativo para toda a Amazônia, não apenas pra região da BR-163”, observou o pesquisador do Imazon Heron Martins.

Por outro lado, o presidente da Federação da Agricultura do Pará (Faepa), Carlos Xavier, defendia a medida provisória aprovada pelo Congresso. Segundo ele, a nova lei iria trazer desenvolvimento para a região amazônica.

“É para dar exatamente esta segurança, não só na área fundiária, na área social, mas, sobretudo, na área econômica. O que nós queremos é ter esse cuidado com o meio ambiente, mas que nós possamos também produzir”, ressaltou Xavier.

fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/temer-anuncia-a-gisele-bundchen-no-twitter-veto-a-trechos-de-mp-que-beneficiavam-desmatadores.ghtml

Passados alguns dias,  parece que tudo piorou!

Quem informa é a página Mar sem Fim:

Governo dá mau exemplo: cortar 350 mil hectares de floresta no Pará

Governo dá mau exemplo. Quem alertou foi Claudio Angelo, do Observatório do Clima em matéria de O Eco:

Governo Federal cede às pressões da bancada ruralista

O Eco: “o governo federal cedeu às pressões da bancada ruralista. Enviou quinta-feira (12) ao Congresso Nacional um projeto de lei propondo o corte de 349.085 hectares da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. O PL substitui a polêmica Medida Provisória 756, que tiraria 486 mil hectares da unidade de conservação e foi vetada no mês passado pelo presidente Michel Temer”.

Putz, vamos ter que dormir com mais esta? O Temer não tinha vetado as MPs 756 e 758? 

MPs 756 e 758. Sim, ele tinha. Pretérito imperfeito do indicativo, note o tempo do verbo.  Eu disse, pretérito! E por que ele tinha mas agora ‘destihnou’? Ah, porque ele viajou pra Noruega e não queria dar baixaria internacional. Mas deu! Aliás, cá entre nós, a Noruega não tem tanta moral assim…

APA? Como Pode?

O Eco: “o PL propõe a transformação da área recortada em APA (Área de Proteção Ambiental), categoria de unidade de conservação que admite propriedade privada, produção agropecuária e mineração. A Flona ficará com uma área total de 953.613 hectares – hoje ela tem 1,3 milhão de hectares”.

E o que é uma APA?

O Mar Sem Fim corre pra responder: APA não é nada, um determinado território onde pode tudo. Isso  é APA. Apesar do ICMBio dizer  “que  as APAs têm como objetivo proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais”.
Verdade? Nem o Tiririca acredita, pior não fica! Veja aqui o que rola numa APA! Se nem as mais restritivas Unidades de Conservação têm fiscalização, imagina numa APA.
E o site O Eco vai mais além e diz que…

‘A perda é maior do que o que havia sido proposto na MP 756’

Como assim? Veja:
O Eco: “é uma perda maior do que o que havia sido proposto na MP 756 original, de 2016. O texto de então retirava 304 mil hectares da unidade de conservação e acrescentava outros 438 mil hectares ao Parque Nacional de Rio Novo. E dez vezes maior do que o parecer inicial do Instituto Chico Mendes, o órgão federal de unidades de conservação. Em 2009,  o ICMBio admitia o corte de 35 mil hectares da Flona para atender a demandas justas de posse”.

Governo dá mau exemplo: e perdoa quem desmatou, fato corriqueiro no país de Macunaíma

País de quem? Do Mario de Andrade, amigo. O Mario foi quem profetizou nossa sina: Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, será possível que você nunca ouviu falar? Não é a síntese do Brasil?
Agora chega de divagação e de volta ao O Eco:
“A justificativa apresentada no texto do PL pelo ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, para reduzir a Floresta Nacional é justamente o fato de ela ter sido grilada e desmatada: “A área onde se localiza a Floresta Nacional do Jamanxim tem sido palco de recorrentes conflitos fundiários e de atividades ilegais de extração de madeira e de garimpo associados a grilagem de terra e a ausência de regramento ambiental. Com reflexos na escalada da criminalidade e da violência contra agentes públicos, sendo necessária a implantação de políticas de governo adequadas para enfrentar essas questões”.
fonte: https://marsemfim.com.br/governo-da-mau-exemplo-perdoa-desmatdores/
E assim seguimos, vendo os poderosos repartirem as riquezas entre eles, sem um pingo de consciência ou remorsos. Lembro do rei Midas, aquele que transformava tudo o que tocava em ouro. Esses donos do poder teem alguma semelhança com o inconsequente rei da antiguidade. Só que, pra piorar, estão deixando um rastro de destruição por onde passam. Será que poderão ser detidos a tempo? 

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